Baixos Níveis de Ômega-3 e parto prematuro

17 de janeiro de 2019

Uma nova pesquisa feita em Harvard sugere que baixas concentrações de certos ácidos graxos de cadeia longa – ácido eicosapentaenóico e ácido docosahexaenóico (EPA + DHA) – podem ser um forte fator de risco para parto prematuro. O nascimento prematuro é uma das principais causas de morte neonatal e está associado a deficiências cognitivas e problemas cardiometabólicos mais tarde na vida entre os sobreviventes. Durante décadas, foi hipotetizado que a alta ingestão de EPA + DHA, que é encontrada em peixes de água fria como a cavala do Atlântico, anchovas, salmão e atum e também em espécies mais magras, como bacalhau e arinca, pode reduzir o risco de nascimento prematuro. Embora alguns estudos tenham apoiado essa hipótese, os resultados da pesquisa foram inconsistentes. A análise das amostras de sangue mostrou que as mulheres que estavam no quintil mais baixo dos níveis séricos de EPA + DHA – com níveis de EPA + DHA de 1,6% ou menos de ácidos graxos totais no plasma – tiveram um risco 10 vezes maior de prematuridade precoce em comparação com as mulheres nos três quintis mais altos, cujos níveis de EPA + DHA foram de 1,8% ou mais. As mulheres do segundo quintil mais baixo tiveram um risco 2,7 vezes maior em comparação com as mulheres nos três quintis mais altos. Os resultados sugerem que, entre as gestantes com baixos níveis de EPA + DHA, comer mais peixe ou tomar um suplemento de óleo de peixe pode reduzir potencialmente o risco de parto prematuro. Os autores alertaram, no entanto, que amplas generalizações sobre os resultados do estudo podem ser limitadas devido ao fato de que foi realizado na Dinamarca, onde as taxas de nascimento prematuro são baixas, e disse que os resultados devem ser replicados em outras populações. Eles também alertaram que as descobertas podem não refletir apenas uma variação na dieta; a variação nos fatores genéticos subjacentes também pode desempenhar um papel. Será importante replicar esses achados em outras populações, mas os resultados deste estudo certamente sugerem que a avaliação do status plasmático de EPA + DHA em mulheres tem o potencial de ser usado no futuro para ajudar a prever o risco de parto prematuro.

Referência
Olsen, S.F. ET al. Plasma Concentrations of Long Chain N-3 Fatty Acids in Early and Mid-Pregnancy and Risk of Early Preterm Birth. EBioMedicine, 2018.

Dicas para uma digestão saudável

10 de janeiro de 2019

Após você comer uma de suas refeições habituais, você sente que o alimento está parado no seu estômago por horas? Ou, o contrário acontece e, você corre para o banheiro depois da refeição? Estes são sinais que algo não está funcionando bem com a sua digestão. Segue algumas dicas para que isso não aconteça:

Para combinar os alimentos da maneira correta, coma proteínas com vegetais ou grãos com vegetais e, evite proteínas com grãos. O consumo de frutas deve ser priorizado isoladamente com um estômago vazio, evitando fermentação e sensação de empachamento, mas as frutas cítricas podem ser benéficas após refeições principais, como almoço e jantar, pois auxiliam na digestão de proteínas. Falando em fermentação, existem alimentos naturalmente fermentados como o kefir, o chucrute e os picles, que quando ingeridos, irão alimentar as bactérias boas do intestino e equilibrar a microbiota intestinal. Beber água 15 minutos antes de cada refeição também é benéfico, pois irá ajudar a equilibrar os fluidos gástricos e melhorar a digestão.

Coma até estar 80% saciado, isso deixa 20% de espaço vazio no estômago para facilitar a digestão. O corpo precisa de fibras para eliminar as toxinas e o excesso de hormônios. Comer muitos alimentos ricos em fibras como os vegetais, cereais e frutas irá garantir um alto teor de fibras. Mas, não se esqueça de beber bastante água para não ressecar o bolo fecal e atrapalhar na evacuação. Evite o açúcar e os carboidratos refinados, pois eles alimentam as bactérias intestinais ruins.

REFERÊNCIA:
http://health.usnews.com/health-news/blogs/eatrun/2015/05/06/10-steps-to-better-digestion

Consumo de oleaginosas e risco de doenças cardiovasculares e síndrome metabólica

3 de janeiro de 2019

As oleaginosas compreendem as castanhas, nozes, amêndoas, pistache, amendoim, avelã e macadâmia. Elas contêm proteína vegetal e gorduras saudáveis incluindo as mono e as poli-insaturadas, fibras, cálcio, potássio, folato, magnésio, selênio e vitamina E. Também são pobres em sódio e não tem colesterol. Além disso, apresentam fenóis, fitoesteróis, flavonoides, resveratrol e outros compostos bioativos que aliados a vitamina E ao selênio podem servir como antioxidantes e, reduzir o risco para os fatores de risco cardiovasculares.

Recentemente o seu consumo foi associado com uma relação inversa com todas as causas de mortalidade e com as mortes por doenças cardíacas, pois ajudam a modular a insulina e o perfil lipídico. Estudos mostram que pessoas que consomem oleaginosas têm peso, IMC e circunferência da cintura mais baixos do que aqueles que não consomem. Apesar de ser um alimento altamente calórico elas tem alto poder de saciedade devido a presença de fibras e gorduras insaturadas em sua composição.

A síndrome metabólica (SM) consiste na presença da hipertensão arterial, gordura abdominal, dislipidemia, hiperglicemia e resistência a insulina e, apresenta um grande fator de risco para doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. Já foi demonstrado que consumidores de oleaginosas têm um menor risco de desenvolverem a SM. A dose diária delas para atingir tais benefícios deve ser acima de 14g.

REFERÊNCIA:
O´NEIL, C.E. et al. Tree nut consumption is associated with better adiposity measures and cardiovascular and metabolic syndrome health risk factors in U.S. Adults: NHANES 2005-2010, Nutrition Journal, v.14, n.64, 2015.

Alimentos ricos em cálcio para veganos

20 de dezembro de 2018

Existem muitos alimentos ricos em cálcio que não são laticínios. Isso pode ser uma boa notícia, especialmente para os veganos e pessoas que são intolerantes à lactose e, portanto, não conseguem digerir totalmente os produtos lácteos. A maioria dos adultos com idade entre 19 e 50 anos precisa de 1.000mg de cálcio por dia. Leite, queijo e iogurte são as melhores fontes, mas muitos alimentos não lácteos também são ricos nele. Almeje consumir 2 ou 3 porções de cálcio à base de plantas por dia, por exemplo, 2 colheres de sopa de sementes de chia fornecem 179 mg de cálcio. Ela também contém boro, que promove a saúde dos ossos e músculos, ajudando o organismo a metabolizar cálcio, fósforo e magnésio. Uma xícara de leite de soja fortificado contém aproximadamente a mesma quantidade de cálcio que o equivalente ao leite de vaca. É importante escolher um produto fortificado com carbonato de cálcio. Ele também é rico em vitamina D e contém menos gordura saturada que o leite integral com lactose. Cerca de oito figos, ou 1 xícara, fornece 241 mg de cálcio. O tofu tende a ser uma excelente fonte desse mineral. No entanto, o teor varia, dependendo da firmeza e da marca, e pode variar de 275 a 861 mg por meia xícara. Uma xícara de feijão branco produz 161 mg de cálcio. Ele é um alimento com baixo teor de gordura e também é rico em ferro. Uma única xícara de sementes de girassol contém 109 mg de cálcio. Estas sementes também são ricas em magnésio, que equilibra os efeitos do cálcio no corpo e regula a saúde dos nervos e dos músculos. Para obter ótimos benefícios à saúde, escolha sementes cruas e sem sal. Além disso, considere uma dose única de cerca de um punhado dessas sementes, para evitar a ingestão excessiva de calorias. Uma xícara de edamame congelado e preparado contém 98 mg de cálcio. Apenas 2 xícaras de couve crua picada fornecem cerca de 180 mg de cálcio. Comer apenas 1 colher de sopa de sementes de gergelim adiciona 88 mg de cálcio à dieta de uma pessoa. Uma xícara de brócolis congelado tem 87 mg de cálcio. Uma batata-doce grande contém 68 mg de cálcio. Esses tubérculos também são ricos em potássio e vitaminas A e C. A mostarda crua também é uma fonte significativa de nutrientes e contém 64 mg de cálcio por xícara. Uma laranja grande contém 74 mg de cálcio, enquanto um único copo de suco de laranja fortificado com cálcio contém 300 mg. A abóbora contém 84 mg de cálcio por xícara. Outro vegetal crucífero, a rúcula, contém 32 mg de cálcio por xícara. Ela também contém grandes quantidades de um composto chamado erucina, que pode combater o câncer.

Benefícios do Pó de Cacau

14 de dezembro de 2018

O cacau em pó é feito por esmagamento de grãos de cacau e remoção da gordura ou manteiga de cacau. Hoje, o cacau é mais famoso por seu papel na produção de chocolate. No entanto, ele contém compostos importantes que podem beneficiar sua saúde, como os polifenóis, que podem reduzir a inflamação e melhorar dos níveis de colesterol. Entretanto, o processamento de cacau em chocolate ou outros produtos pode diminuir substancialmente o teor desses compostos. Estudos revelam que o cacau é rico em flavanóis, que diminuem a pressão arterial, melhorando os níveis de óxido nítrico e a função dos vasos sanguíneos. Aquele contendo entre 30 e 1.218 mg de flavanóis pode reduzir a pressão arterial em uma média de 2 mmHg. Ele pode melhorar o fluxo sanguíneo e reduzir o colesterol. Comer até uma porção de chocolate (rico em cacau) por dia pode reduzir o risco de ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e derrame. Os flavonóis são cruciais para a saúde cerebral. Eles podem ter um papel na prevenção da degeneração cerebral relacionada à idade, como na doença de Alzheimer, mas mais pesquisas são necessárias. Além disso, pode exercer alguns efeitos positivos sobre o humor e os sintomas da depressão, reduzindo os níveis de estresse e melhorando a calma, o contentamento e o bem-estar psicológico geral. No entanto, mais pesquisas são necessárias. Cacau e chocolate amargo podem reduzir o risco de diabetes e manter níveis saudáveis de açúcar no sangue. No entanto, existem alguns resultados conflitantes nas evidências científicas, portanto, mais pesquisas são necessárias. Os produtos de cacau estão associados a um peso menor, e a adição dele à sua dieta pode ajudar a obter uma perda de peso mais rápida. No entanto, mais pesquisas são necessárias sobre esse tópico para determinar exatamente que tipo e quanto cacau é ideal. Os flavonóides do cacau demonstraram ter propriedades anticancerígenas promissoras nos estudos em tubo de ensaio e em animais, mas faltam dados de ensaios em humanos. O seu extrato demonstrou algumas propriedades anti-asmáticas em estudos com animais. No entanto, testes em humanos são necessários antes que possam ser recomendados como tratamento. Ele pode promover dentes saudáveis combatendo bactérias que causam cáries, embora isso não se aplique a produtos contendo açúcar. Também promove uma pele saudável, protegendo-a da luz solar e melhorando a circulação, a superfície da pele e a hidratação.

Referência:
Ludovic, V. et al. Cocoa, Blood Pressure, and Vascular Function. Front Nutr. 2017 Aug 2;4:36. Ried, K. et al. Effect of cocoa on blood pressure. Cochrane Database Syst Rev. 2017 Apr 25;4: CD008893. Sokolov, A. N. et al. Chocolate and the brain: neurobiological impact of cocoa flavanols on cognition and behavior. Neurosci Biobehav Rev. 2013 Dec;37(10 Pt 2):2445-53.

Como a dieta impacta o risco de câncer de mama

12 de dezembro de 2018

Um importante estudo publicado no The BMJ no início deste ano mostrou que pessoas que consomem muitos alimentos ultra processados têm um risco maior de câncer. O que isso pode sugerir é uma dieta saudável pode funcionar, até certo ponto, de maneira protetora. Uma equipe de pesquisadores da Escola de Saúde Pública Harvard T. H. Chan, em Boston, Massachusetts, conduziu um estudo em larga escala e de longo prazo, investigando com mais detalhes a relação entre frutas e vegetais na dieta de uma pessoa e seu risco de câncer de mama. Este novo estudo não apenas sugere que o consumo desses alimentos pode diminuir o risco de câncer de mama e o risco de desenvolver tumores menos agressivos, mas também explica a quantidade de frutas e legumes que uma pessoa deve idealmente comer por dia para compensar risco. A análise dos pesquisadores sugeriu que as mulheres que comiam mais de cinco porções e meia de frutas e vegetais por dia tinham 11% menos risco de desenvolver câncer de mama, comparadas às mulheres que comiam duas ou mais porções. Especificamente, uma porção consistia em uma xícara de vegetais folhosos crus, meia xícara de vegetais crus ou cozidos, ou meia xícara de fruta crua ou cozida.

Referência https://bit.ly/2QgDXs0