Benefícios do Morango

14 de setembro de 2018

O morango é uma fruta vermelha de origem européia de baixo valor calórico e rico em vitaminas (C, A, E, B5 e B6), fibras, minerais (cálcio, potássio, ferro, selênio e magnésio) e flavonóides (antocianinas). O ideal é consumi-lo na sua forma natural e orgânica, ou seja, sem pesticidas. A diversidade dos componentes químicos do morango conferem o seu sabor e aroma. O consumo regular de frutas e vegetais ricos em antioxidantes e compostos bioativos exercem benefícios à saúde na prevenção de várias doenças, como as doenças de pele, diversos tipos de câncer, desordens cardiovasculares e outras doenças degenerativas relacionadas à idade. As frutas vermelhas são frutas ricas nesses compostos nutritivos, vitaminas, minerais e fibras. É rico em vitamina C e folato, e em compostos fenólicos como as antocianinas. As antocianinas conferem à ele propriedades fotoprotetoras, antioxidantes, antiinflamatórias, anticarcinogênica, anti-mutagênica e moduladora de vias enzimáticas. Estudos recentes mostram que o consumo de morangos por 2 meses reduz o dano oxidativo a nível celular, tecidual e subcelular, além de melhorar os biomarcadores antioxidantes do organismo e do perfil lipídico. Outros estudos apontam a função preventiva dos polifenóis no progresso de ulcerações gástricas, erosões e câncer. Evidências sugerem que a adição de um alimento rico em polifenóis, como o morango, na dieta melhore os fatores de risco para doenças cardiovasculares, inibindo a inflamação e a agregação plaquetária, melhorando a função endotelial, o perfil lipídico e diminuindo os radicais livres, impedindo assim a oxidação do LDL. Estudos tem demonstrado que os flavonóides presentes no morango conferem a ele grande atividade antioxidante, antiinflamatória e imunomoduladora. Essas propriedades ajudam na prevenção de doenças cutâneas, cardiovasculares, alguns tipos de câncer, obesidade, desordens gástricas, entre outras. Alguns estudos demonstram o seu benefício contra os danos provocados pela H.pilory, responsável por alguns tipos de gastrite e úlcera gástrica, diminuindo a concentração de radicais livres e inibindo a ação de citocinas pró-inflamatórias.

Você sabe o que é Yoga?

12 de setembro de 2018

Confira a entrevista que fiz com a Andrea Alves, professora e terapeuta Ayurveda, professora de Yoga e Yogaterapeuta, para tirar algumas dúvidas sobre o Yoga, sua prática e seus benefícios. 1. Qual o conceito de Yoga e sua origem? O Yoga nasceu na Índia antiga e não há uma descrição exata sobre a data de origem. A tradição acredita que os deuses (especialmente Shiva) ensinou aos antigos sábios esta prática de autoconhecimento e desenvolvimento mental. Yoga vem da raiz Yuj, que em sânscrito quer dizer Unidade. O praticante de yoga busca a integridade de corpo, mente e espírito com a consciência universal, onde não há mais limites e diferenças entre indivíduos e natureza. 2. Quais os tipos de yoga mais comuns? No ocidente a prática mais conhecida é a Hatha Yoga, ou o yoga da força, onde são praticadas posturas corporais e respirações que desenvolvem força, flexibilidade e consciência corporal. A partir desta origem, foram criadas linhas mais recentes como Ashtanga, Iyengar, Vinyasa Flow e Power Yoga. Na Índia, as práticas filosóficas e meditativas são mais comuns. 3. Existe um tipo mais adequado para cada um? Sim. O mais importante é que o aluno iniciante frequente algumas aulas diferentes até se adequar a uma prática e professor. A empatia com o professor também é muito importante, pois ajuda a desenvolver a confiança. 4. Todos podem praticar? Inclusive gestantes? Sim, porém é importante estar com a avaliação de saúde em dia, como em qualquer outra atividade física. Se o aluno fizer parte de um grupo específico como cardiopatas ou gestantes, é importante que procure uma aula voltada a essas necessidades com um professor especializado. Para a gestante, a prática de yoga ajuda muito no controle da ansiedade, desconfortos da gestação e especialmente na preparação para o parto. 5. Quais os benefícios à saúde? (transtornos como depressão, ansiedade, como ajuda?) A primeira atuação da prática de yoga é no sistema endócrino (hormonal). Ela ajuda a diminuir os hormônios do estresse como cortisol e adrenalina e a aumentar os hormônios do bem estar como serotonina e endorfina. A consciência respiratória ajuda a controla corpo e mente, combatendo a alta ansiedade e distúrbios como depressão. Além disso, as posturas atuam, além do físico, num nível energético e trazem equilíbrio e serenidade para os praticantes.

Benefícios do Iogurte

10 de setembro de 2018

O iogurte é um laticínio fermentado pelo ácido lático bacteriano. Apesar de ter sua composição similar ao leite, ele tem uma maior concentração de proteínas, vitaminas e minerais, como a vitamina B2, a B12, cálcio, magnésio, potássio, zinco, entre outros. Por exemplo, um iogurte magro (menor concentração de gorduras) contém aproximadamente 50% mais potássio, cálcio e magnésio por 250 ml de leite desnatado. Apesar das evidências serem limitadas o consumo de iogurte está inversamente associado com o ganho de peso, o espessamento da artéria carótida, síndrome metabólica e diabetes tipo 2.

O iogurte está associado com uma qualidade dietética geral melhor, com um maior consumo de nutrientes deficitários e com um perfil metabólico mais saudável, independente da qualidade geral da dieta. Em estudos com adultos, os consumidores de iogurte normalmente seguem um padrão dietético mais saudável, com um menor consumo de gorduras, um maior consumo de frutas e verduras, tofu, leguminosas, castanhas, carnes brancas, grãos integrais e vinho tinto. Além disso, o iogurte parece ser melhor tolerado pelas pessoas deficientes em lactase (intolerantes à lactose).

Estudos apontam uma relação inversa entre o consumo de iogurte e os níveis de triglicerídeos, glicose e insulina, resistência à insulina e pressão arterial (devido a inibição dos efeitos da enzima convertora de angiotensina). Os probióticos presente neste alimento podem modificar favoravelmente a microbiota intestinal, a qual participa ativamente do metabolismo energético, do sistema imune e de doenças metabólicas. Apesar de todos os benefícios a maioria dos iogurtes ainda não contém quantidades significativas de fibras, vitaminas B9, A, D, E e C; e devem ser supridas por outros alimentos de uma dieta equilibrada. Confira mais benefícios: https://bit.ly/2ojneDW

A importância do sono

10 de setembro de 2018

Uma boa noite de sono é indispensável para o bom funcionamento do organismo. A privação do sono acarreta no aumento do cortisol (hormônio do estresse) ligado à distúrbios de humor, ansiedade e surgimento de doenças como diabetes, hipertensão, obesidade, doença vascular cerebral, cardiovasculares, entre outras. Normalmente essas doenças aparecem devido à alterações no eixo hipotálamo-pituitária adrenal (HPA), onde ocorre a liberação anormal de cortisol.

Estudos demonstram que um sono inadequado leva à alterações de humor e a persistência da insônia por mais de seis meses pode ter como consequência a depressão. Aproximadamente 80% dos pacientes depressivos apresentam queixas pertinentes a mudanças nos padrões do sono. Esses pacientes não conseguem entrar em sono profundo oscilando entre o sono REM e o não REM. Assim ocorrem alterações físico-químicas que acarretam em uma má qualidade do sono provocando irritabilidade e melancolia.

Cada pessoa tem o seu tempo ideal de sono, que varia conforme a idade. À medida que envelhecemos dormimos menos. O ideal é dormir o tempo necessário para o descanso, nem mais e nem menos contribuindo assim para a liberação ideal hormonal. Alguns hormônios do nosso corpo são produzidos à noite e um deles é a leptina, o hormônio inibidor natural de apetite. Quando o indivíduo não dorme ou não dorme a quantidade ideal, a produção desse hormônio cai e os níveis de grelina (hormônio que estimula o apetite) sobem, provocando um maior consumo de alimentos e um consequente ganho de peso.
Vários estudos apontam que uma duração de sono menor que 6 horas está associado à um maior IMC (índice de massa corporal) e à obesidade. Na fase mais profunda do sono liberamos insulina (hormônio necessário para que o açúcar entre nas células) que equilibra os níveis de glicose. Se não dormimos direito há um aumento do cortisol (hormônio do stress) que descompensa a insulina, podendo levar ao ganho de peso e à diabetes. Confira todo o conteúdo: https://bit.ly/2wsLhE1

Água de coco na hidratação e performance física

27 de agosto de 2018

A manutenção do status de hidratação é crucial para o atleta e pode ter um impacto direto na performance física. Enquanto para algumas pessoas a ingestão de água é o suficiente para manter o status de hidratação, aquelas envolvidas em uma atividade física vigorosa, particularmente em um ambiente quente, podem precisar de bebidas contendo carboidratos e eletrólitos. As bebidas esportivas são uma opção, o problema é que muitas delas têm altas quantidades de carboidratos que podem provocar um estado hipertônico, causando problemas gastrointestinais como a diarréia, inchaço abdominal, náusea, vômito e câimbras abdominais. Uma opção mais saudável é a água de coco. O principal eletrólito presente na água de coco é o potássio, enquanto a alternativa, as bebidas esportivas, contém sódio como o principal eletrólito. Enquanto os efeitos de bebidas contendo sódio na retenção de fluidos e na capacidade de exercício no calor tem sido previamente demonstrada, os efeitos de bebidas contendo potássio como a água de coco ainda não apresentam resultados consistentes. É bem estabelecido na literatura que o consumo de carboidrato, também presente na água de coco, melhora a performance, principalmente se o exercício for realizado em um ambiente quente. A ingestão prévia de água de coco resulta em uma menor excreção urinária, indicando a maior capacidade de hidratação desta. A água de coco propicia uma maior retenção de fluidos em comparação com a água e as bebidas esportivas. Dito isso, é possível especular que ela possa ser utilizada tanto como estratégia de hidratação pré como pós prova. No entanto, seu consumo durante o exercício ainda está em debate devido aos riscos de desconforto gastrointestinal

Mulher X Homem diferença entre os sexos na queima de gordura

22 de agosto de 2018

Alguns estudos não demonstraram nenhuma diferença de gênero na utilização de substratos durante o exercício submáximo, a maioria relata uma grande dependência da oxidação lipídica em mulheres do que em homens para um dado relativo de intensidade do exercício. Essa maior dependência na oxidação lipídica é caracterizada por uma menor taxa de troca respiratória e uma depleção de glicogênio muscular atenuada. Além disso, uma maior oxidação intramuscular de triacilglicerol, maior lipólise do tecido adiposo e uma maior contribuição de ácidos graxos plasmáticos livres tem sido encontrados em homens do que em mulheres durante o exercício aeróbio. Os hormônios ovarianos podem alterar a mobilização de substratos durante o exercício. As suas concentrações plasmáticas variam de acordo com o ciclo menstrual, e parece ser menor durante a fase folicular e maior durante a fase lútea. Apesar de vários estudos não encontrarem nenhuma modificação na oxidação de substrato durante o ciclo menstrual, outros sugerem que durante o exercício de intensidade moderada, o homem tem maior utilização lipídica e uma menor dependência de carboidratos na fase lútea do que na fase folicular. Os estudos suportam a ideia de que o homem tem maior oxidação lipídica do que as mulheres, mas também indicam que essa maior oxidação é modificada em respeito às intensidades mais altas de exercício e, homens do que em mulheres.