Formas naturais de melhorar a fertilidade

15 de maio de 2019

Dieta e mudanças no estilo de vida podem ajudar a melhorar a fertilidade em até 69%. Antioxidantes desativam os radicais livres que podem danificar o esperma e os óvulos. Antioxidantes como folato e zinco podem melhorar a fertilidade tanto em homens como em mulheres. Alimentos como frutas, vegetais, castanhas e grãos são ricos nesses compostos como as vitaminas C, E, folato, betacaroteno e luteína. Alguns estudos sugerem que ingerir mais calorias no café da manhã e menos no período da tarde-noite pode melhorar a fertilidade. A cafeína pode afetar negativamente, apesar das evidências serem mistas. Mulheres tentando engravidar devem limitar o consumo de cafeína, assim como o consumo de álcool.

Gorduras trans estão associadas com um aumento no risco de infertilidade ovulatória, devido aos seus efeitos negativos na sensibilidade à insulina. Elas são comumente encontradas em óleos vegetais hidrogenados, margarina, frituras e industrializados. Seguir uma dieta baixa em carboidratos pode melhorar os níveis hormonais associados com fertilidade, especialmente em mulheres com síndrome do ovário policístico. Uma dieta rica em carboidratos refinados pode aumentar os níveis de insulina, o que pode aumentar o risco de infertilidade.

Fibras podem ter efeitos benéficos, no entanto, muita fibra pode interferir na ovulação. Mais estudos são necessários. Comer mais proteína vegetal, ao invés de animal, pode melhorar a fertilidade em mulheres. Tomar um polivitamínico pode melhorar a fertilidade caso tenha deficiência de algum nutriente pela dieta. Um estilo de vida sedentário é associado com infertilidade, no entanto, muito exercício físico também pode ter o efeito oposto. Estresse e ansiedade excessivos podem reduzir a chance de engravidar, entretanto, a manutenção desse estresse pode aumentar as chances de ter um filho.
Referência: https://bit.ly/2Z70Mz3

Azeite de oliva e saúde cerebral

15 de maio de 2019

O óleo de oliva é um dos alimentos mais saudáveis do mundo. É o principal componente da Dieta do Mediterrâneo, conhecida por melhorar a saúde e a longevidade. Pessoas dessa região são uma das pessoas mais saudáveis e mais longevas do mundo. O óleo de oliva melhora o sistema imune, aumenta a densidade óssea, previne doenças cardíacas e, reduz o risco de diabetes. Evidências também apontam benefícios no cérebro. O nosso cérebro utiliza muito oxigênio, em torno de 20% do consumo total. Isso o torna especialmente suscetível a oxidação.

O óleo de oliva, principalmente o extra virgem, é rico em antioxidantes chamados de polinfenóis. Contêm mais de 30 compostos fenólicos que são potentes antioxidantes. Além disso, é fonte de vitaminas E e K. A vitamina E, principalmente na presença da vitamina C, trabalha para manter uma boa memória, perda de memória e reduz significativamente o risco de demência e Alzheimer. Ela pode minimizar o dano causado pelo derrame cerebral, pois redireciona o suprimento sanguíneo após o evento.
A Vitamina K ajuda a manter o cérebro em alerta conforme envelhece e melhora a velocidade de processamento cerebral. Melhora ainda a habilidade de lembrar de palavras. Ela é crucial na prevenção do Alzheimer já que pacientes com essa doença normalmente são deficientes em vitamina K. O óleo de oliva também melhora a ação de dois importantes químicos cerebrais: BDNF e NGF. O BDNF é uma proteína que estimula a formação de novas células cerebrais e pode diminuir os efeitos negativos do estresse no cérebro. Baixos níveis de BDNF estão associados com depressão e Alzheimer.

Referência https://bit.ly/1ORoxwM

Alimentos que podem provocar enxaqueca

15 de maio de 2019

As pessoas normalmente culpam o que comem pela enxaqueca. Mas, não há provas concretas que a dieta provoque esse quadro. Ainda assim, especialistas concordam que muitas coisas podem provocá-la – incluindo um alimento em particular. Uma em cada três pessoas que tem enxaqueca dizem que o álcool é um gatilho; principalmente o vinho tinto e licores. Há muitas teorias sobre isso sendo que uma é que o álcool desidrata e que contêm químicos como histaminas e tiraminas que parecem provocar o estágio para essas dores de cabeça. Mas, os médicos não sabem exatamente o porquê.

O glutamato monossódico é um aditivo alimentar encontrado em muitos alimentos processados e industrializados. É usado como realçante de sabor e pode provocar enxaqueca em cerca de 15% das pessoas. A cafeína pode ajudar acalmando o inchaço que provoca esse quadro. Esse é o motivo pelo qual é normalmente consumida como analgésico. Mas se você bebe mais do que 120mg/dia e não consumir 60mg, isso pode causar uma dor de cabeça por abstinência. Para um alimento ser considerado um gatilho, ele deve regularmente causar uma dor de cabeça entre 1224h.

Para ter certeza quais os alimentos que causam a enxaqueca faça um diário alimentar. A maioria das pessoas tem mais de um gatilho. Assim que descobrir o que causa a enxaqueca, tente remover os gatilhos da dieta por um mês, um por vez. Rastreie com qual frequência você teve as enxaquecas e quão ruim elas foram. Caso não haja nenhuma mudança, o alimento isolado pode não ser o gatilho. Caso haja, tente evitar aquele alimento, especialmente quando o risco de enxaqueca for alto. Pular refeições e desidratação são também outros gatilhos significativos.
Referência: https://wb.md/2Iw1ikb

Óleo de Coco: Vilão ou Mocinho?

11 de abril de 2019

Os benefícios à saúde e nutricionais do óleo de coco têm sido reconhecidos por séculos. No entanto, nas décadas recentes, a sua reputação tem sido “manchada” relacionando-o com a aterosclerose. Muitas organizações de saúde advertem contra o consumo de altas quantidades de óleo de coco devido ao seu alto teor de gorduras saturadas. No entanto, esse “mito” é primariamente devido ao fato de o óleo de coco apresentar a gordura saturada; sem saber, no entanto que a que está presente no óleo de coco é de ácidos graxos de cadeia média e curta, ou seja, nem toda gordura saturada é prejudicial. Deve ser enfatizado que as gorduras que provocam as doenças cardíacas são as gorduras saturadas de ácidos graxos de cadeia longa. Aproximadamente 50% da gordura no óleo de coco consiste de ácido láurico o qual é um ácido graxo de cadeia média. Esses ácidos graxos de cadeia média entram diretamente nas células e são metabolizados imediatamente. Por outro lado, ácidos graxos de cadeia longa (de outros óleos) necessitam da ajuda das lipoproteínas, as quais são eventualmente depositadas em vários órgãos, incluindo os vasos cardíacos. A maioria dos estudos recentes conduzidos em animais assim como em humanos mostram que o óleo de coco não aumenta o risco de aterosclerose e doença cardíaca. Sobrepesos tomando o óleo de coco, contendo os ácidos graxos de cadeia média, gradualmente perdem peso durante os meses sem esforço; claro que em conjunto com uma dieta equilibrada. Repor os ácidos graxos de cadeia longa pelos de cadeia média resulta em uma queda no peso corporal e uma redução na deposição lipídica. No entanto, ácidos graxos poli-insaturados, também presentes no óleo de coco, podem diminuir o colesterol, mas em grandes quantidades são notórios para a peroxidação lipídica e para a geração de radicais livres tóxicos.

Referências: VASUDEVAN, D.M. Coconut Oil and Health Controversy : A Review, International Journal of Health and Rehabilitation Sciences, v.2, n.3, 2013.

Chocolate e a saúde

5 de abril de 2019

A árvore do cacau contém sementes que podem ser processadas em chocolate e, foi descoberta há 2000 anos nas florestas tropicais das Américas. Para os Maias, o cacau simbolizava a vida e a fertilidade. No México Central, os astecas acreditavam que a sabedoria e poder vinha do consumo do cacau e, que apresentava qualidades nutricionais, fortificantes e afrodisíacas. O chocolate contêm pequenas quantidades de um químico chamado de feniletilamina (FEA), chamado de droga do amor, e é relacionado com a regulação da energia física, humor e atenção. Uma pequena quantidade de FEA é liberada em momentos de euforia emocional, pressão arterial elevada e frequência cardíaca. Não existem evidências que a FEA encontrada em alimentos aumenta a FEA cerebral (apesar dos amantes de chocolate discordarem dessa afirmação). A primeira barra de chocolate sólida foi desenvolvida pela fábrica britânica de chocolate Fry & Sons no começo dos anos 1800. Em 1875, o primeiro chocolate ao leite foi introduzido no mercado por Daniel Peter na Suíça. O chocolate se tornou popular mundialmente e, até durante a Segunda Guerra Mundial, o governo dos EUA mandou sementes de cacau para as tropas. Atualmente, o exército americano inclui barras de chocolate nas suas rações. O chocolate foi até mesmo levado para o espaço como parte da dieta de astronautas americanos. O chocolate meio amargo, ao contrário do chocolate ao leite ou branco, contêm compostos benéficos à saúde chamados de flavonoides similares aos encontrados no chá, vinho tinto, frutas e vegetais. Estudos mostram que o chocolate meio amargo pode melhorar o fluxo sanguíneo e o açúcar sanguíneo e sensibilidade à insulina para ajudar a reduzir o risco de diabetes. Mas tome cuidado, pois o chocolate também é rico em gordura saturada e açúcar, por isso o consumo saudável é de apenas pequenas porções.

Referência: https://wb.md/2utagXn

Benefícios da abóbora para a saúde

3 de abril de 2019

A abóbora (curcubita) popularmente conhecida como moranga ou jerimum, pertence a família Cucurbitaceae e é nativa das Américas sendo atualmente cultivada em grande escala aqui no Brasil. Ela pode ser consumida de diversas formas e a maioria de suas partes podem ser aproveitadas, da casca às sementes. A espécie mais consumida de abóbora é a Curcubita Maxima. Ela é rica em proteínas, vitaminas antioxidantes como os carotenóides, betasitosterol e os tocoferóis e, pobre em calorias e gordura. Por conta de suas propriedades nutricionais ela ajuda na prevenção de diversas doenças crônicas. Suas sementes contêm todos os aminoácidos essenciais com predominância para leucina, valina e histidina. Também apresenta quantidades de gorduras insaturadas como os ácidos palmítico, esteárico, oléico e linoléico. As vitaminas antioxidantes têm como função diminuição da peroxidação lipídica e DNA oxidativo. Dietas ricas em sementes de abóbora estão sendo relacionadas com menor risco de câncer gástrico, de mama, pulmões e coloretal. Entretanto o consumo de sementes da abóbora não deve ser demasiado, pois apresenta fatores anti nutricionais como o oxalato, fitato, nitrato, entre outros. Foi demonstrado que o seu valor nutricional melhora se elas forem assadas. Aumentando principalmente os esteróis e a vitamina E. Elas também são ricas em zinco, magnésio e cobre. A abóbora é um alimento altamente nutritivo apresentando alguns componentes nutricionais nas sementes como as proteínas, ácidos graxos e minerais como cobre, zinco e magnésio. Seu fruto também contém carotenóides, aminoácidos essenciais e minerais. As sementes e o óleo extraído delas são utilizados por suas propriedades medicinais. Por sua alta composição de ácido oléico e linoléico reduz os níveis de LDL e colesterol e aumenta os níveis de HDL o que ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares. O seu óleo ajuda no retardo da progressão da hipertensão, artrite, redução da pressão uretral, e dos cânceres de estômago, mama, pulmões e coloretal. O beta-caroteno presente na abóbora reduz os danos à pele causados pelo sol agindo como um antiinflamatório. Além disso, o alfacaroteno reduz o processo de envelhecimento, o risco de desenvolvimento de catarata e previne o crescimento tumoral. A vitamina E previne contra o estresse oxidativo. Também auxilia no tratamento da hiperplasia prostática devido ao beta-sitosterol presente nela. Contém lignanas que após a sua ingestão são convertidas a enterolactona e enterodiol, os quais possuem propriedades anti cancerígenas para os tipos: mama, endométrio, colon e próstata. Em alguns estudos demonstrou atividade antifúngica contra a Candida albicans, por exemplo. Por conter triptofano pode auxiliar no tratamento de depressão e ansiedade. A pectina presente na abóbora tem atividade hipoglicêmica ajudando assim pacientes diabéticos.

Referências:
AMIN, T.; THAKUR, M. Curcubita Mixta (pumpkin) seeds – a general overview on their health benefits. International Journal of Recent Scientific Research, v.4, n.6, p.846-854, 2013. HASHEMI, J.M. Pumpkin seed oil and vitamin E improve reproductive function of male rats inflicted by testicular injury. World Applied Sciences Journal, v.23, n.10, p.135101359, 2013. KIM, M.Y. et al. Comparison of the chemical compositions and nutritive values of various pumpkin (Cucurbitaceae) species and parts. Nutrition Research and Practice, v.6, n.1, p.21-27, 2012. WANG, S-YI. et al. Pumpkin (Curcubita Moschata) fruit extract improves physical fatigue and exercise performance in mice. Molecules, v.17, p.11864-11876, 2012.